quarta-feira, 28 de abril de 2010

Agruras do mundo

Eu nunca fui rica. Também nunca fui pobre. Mas participo dos dois mundos ao mesmo tempo. Posso desfrutar de coisas que só muito ricos podem e frequento lugares de felicidades e convívio de pobres. Não sou lá, nem cá. Classe média. Talvez seja essa justificativa embora não sinta apenas isso. Gosto de ouvir os pobres, rio e me identifico com eles. Ajudo, apoio e dou conselhos. E, se precisar, digo como faz meu bolo predileto. Acontece que meu relaciomaneto vai além. Sabia que pobre conversa e tem histórias pra contar iguais à nossa? Preciso dizer porque tem gente que acha que pobre não tem vida, muito menos o que contar.

Embora não possa negar que também gosto de me divertir com os ricos e, usufruo a vida com eles. sem pestanejar. Como é bom comer e beber coisas de qualidade. Como é bom falar de livros e filmes e também do tempo. Afinal de contas, algumas vezes esquenta, outras esfria muito. Pelo menos enquanto estou em São Paulo (e olha que isso nem é tão vantajoso assim, mesmo quando se fala de alguém vindo do Piauí).

Diante dessa minha vida, agora, nesse momento, me pergunto: O que é minha vida? Ser rica? Ou ser pobre? O que é ser um dos dois? Hoje. Quem eu sou? Pra onde vou?

Ai, filosofia. Como é bom, às vezes ser patética.

sábado, 24 de abril de 2010

Espiritualidade


Gostei de ler isso hoje.



"Espiritualidade é natural, independe da religião. Não tenha medo nem se deixe envolver pelo preconceito. Use seu sexto sentido para contatar espíritos de luz. Para isso, recolha-se num lugar sossegado, relaxe, eleve seu pensamento, mentalize a luz. Deixe ao lado papel e caneta para anotar as ideias que vierem. Você se surpreenderá... No início, pode ter alguma dificuldade em se concentrar. Pensamentos intrusos talvez apareçam. Mande-os embora e insista. Com o tempo, sua concentração ficará rápida e fácil e as respostas, mais claras. Você estará renovando energias, limpando seu mental, iluminando sua vida. Vai se sentir mais forte para enfrentar os desafios, jogará fora o julgamento alheio e entenderá melhor os problemas humanos." Zibia Gasparetto

via

domingo, 21 de março de 2010

Continuidade

Esta é minha nova peça de mosaico, agora feita com azulejo.

A bandejinha, minha primeira peça, foi feita com pastilhas, material bem mais duro que o azulejo. Eu estou aprendendo como trabalhar com diferentes materiais. Tô descobrindo que a gente consegue moldar mais as peças com o azulejo, porque ele é mais "mole". Mas, por isso também, ele quebra mais fácil e descasca a camadinha colorida dele.


Eu gostei mais, até agora, da pastilha. Se bem que, pensando melhor, ainda é muito cedo para se falar do que se gosta mais. Vou esperar por minhas tulipinhas em vermelho, vinho e laranja. Estou ansiosa para ver como vai ficar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Frutos!

Olha que legal! Esse é meu primeiro trabalho em mosaico. Já terminei faz um mês, mas ainda nao tinha tido a coragem de parar para postar. Eu AMEI! Uma bandejinha fofa, com uma borboleta, que não sei porque, é algo que me encanta. Minha pequena tattoo é uma borboletinha também. Espero que minha borboletinha artista voe muito alto e para bem longe.
Minha professora, Lia, já me alertou quando eu terminei minha primeira peça: "não dê para ninguém. A primeira peça fica sempre com a gente." Assim farei. Vou servir cafezinhos ou copos d´água para meus amigos na minha bandejinha única e o melhor, que eu mesma fiz.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sensações energéticas

Há tanto tempo paquero com coisas que não tive tempo ou coragem de chegar junto. Agora, não sei o que me dá. Acho que estou indo atrás das coisas que sempre fiquei de longe espiando, meio tímida. O desconhecido traz ou aflora o medo. O ser humano gosta da rotina, como dizia e repetia em sua aulas, meu Professor Ivo Ibri. Ele dizia isso com tanta convicção. Eu negava isso internamente. Dizia pra mim mesma: "Que nada! Eu odeio rotina." Mas descobri que, na verdade, gostava sim da rotina. Do conforto de saber o que fazer sem ter surpresas desagradáveis. Digo isso porque não sei se inconscientemente, ando quebrando minha rotina pelo menos de 2 em 2 anos. A quebra da rotina traz um estado de alerta constante e um esforço de aprendizagem contínuo. Então, não existe paz ou descanso. Há sempre o que aprender, há sempre o que fazer, há sempre muito a conquistar. Se isso é bom ou ruim, não sei. Sei que assim tenho vivido.

E, ao buscar respostas para esse meu ser inquieto, resolvi começar meu curso de mosaico, para acalmar meu espírito que precisa atuar, se expressar. Passei também a frequentar grupos de energização de Reike. A novidade se trata deste último, ao qual sempre me interessei, mas sempre olhava de longe como se fosse uma menina "do mato".

Eu não cresci aprendendo nada sobre isso, nada sobre conexões, ou vidas passadas, ou a energia do universo. Eu cresci aprendendo a rezar o Pai nosso, a Ave Maria e a decorar o Credo. Eu cresci com a obrigação (a qual eu lutava ferrenhamente) de ir à missa todos os domingos à noite e ter que me confessar para poder comungar. Mas eu cresci também sentindo e vendo um pouco umas coisas esquisitas que eu não pude ignorar e resolvi procurar saber do que se tratava. Aí apareceu na minha vida outra religião, o Espiritismo. Gosto mas nunca me envolvi. Nunca parei para abraçar de verdade. Mas aprendi muito sobre a influência que as energias tem sobre nossas vidas.

Assim, descobri que energia atrai energias parecidas e que preciso buscar esse meu equilíbrio energético. Nessa busca descobri o Reike. Primeiro como apenas uma frequentadora buscando a energização, agora começando a ver como tudo funciona do outro lado: o que ajuda o outro com a energia que pode oferecer.

Quinta-feira passada foi a primeira vez que energizei alguém na minha vida. Ainda bem que foi um amigo que quero muito muito bem. Foi fácil e ao mesmo tempo intenso. Mas acho que é história para outro post.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Êta 2010...

O ano começou faz mais de um mês e eu não consegui escrever um post sequer. É muito difícil escrever quando não se existe o conhecimento suficiente. As palavras não se articulam sem conhecimento. O que acontece é que eu queria começar o falando algo sobre o que eu espero de 2010, mas ainda não consigo dizer exatamente o que espero.

Sei que ainda faltam muitos passos para chegar aonde quero. E, como planejadorinha que sou, quero meu doutorado: Onde? Que projeto? O que estudar? Que caminho seguir? E quero também algumas outras coisas, como por exemplo resolver minha vida com meu amor. Casar quando? Morar onde? E a carreira? São muitos questionamentos.

Fico confusa. Tenho consciência de coisas precisam ser definidas e esse ano isso acontece. Mesmo com tudo embaralhado, uma hora a linha desata, desembola e tudo flui. Energias meio esquisitas andam rodando, querendo que eu me perca. O que me pede concentração constante, foco e um olhar interior, subjetivo. Um olhar que, cada dia é mais difícil, quando mal se tem tempo pra respirar.

Está faltando um clarão, uma luz, um sinal do mundo e da vida. Preciso meditar pra entender qual será meu próximo passo.