sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Êta 2010...

O ano começou faz mais de um mês e eu não consegui escrever um post sequer. É muito difícil escrever quando não se existe o conhecimento suficiente. As palavras não se articulam sem conhecimento. O que acontece é que eu queria começar o falando algo sobre o que eu espero de 2010, mas ainda não consigo dizer exatamente o que espero.

Sei que ainda faltam muitos passos para chegar aonde quero. E, como planejadorinha que sou, quero meu doutorado: Onde? Que projeto? O que estudar? Que caminho seguir? E quero também algumas outras coisas, como por exemplo resolver minha vida com meu amor. Casar quando? Morar onde? E a carreira? São muitos questionamentos.

Fico confusa. Tenho consciência de coisas precisam ser definidas e esse ano isso acontece. Mesmo com tudo embaralhado, uma hora a linha desata, desembola e tudo flui. Energias meio esquisitas andam rodando, querendo que eu me perca. O que me pede concentração constante, foco e um olhar interior, subjetivo. Um olhar que, cada dia é mais difícil, quando mal se tem tempo pra respirar.

Está faltando um clarão, uma luz, um sinal do mundo e da vida. Preciso meditar pra entender qual será meu próximo passo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O racional irracional

Há um tempo atrás, morava com minha prima em São Paulo. E era o começo de muita coisa. Vidas mudando e, claro, muitas pendências para o ajuste do apartamento. Instalações básicas a fazer, móveis e eletrodomésticos a comprar. Tudo ainda engatinhando. Diante de tantas responsabilidades numa cidade onde não se conhecia praticamente ninguém, e onde apenas nós duas deveríamos resolver os problemas de casa, era normal que algumas coisas dessem errado ou demorassem certo tempo para se acertarem. Mas, como o estresse da responsabilidade era muito, a gente sempre achava que quando algo não dava certo era porque tinha alguma energia que estava indo contra a gente. Eu acredito em energias. Mas continuava, como uma formiguinha cega e instintiva, o meu caminho. Naquela época, o nosso. Tinham coisas que aconteciam que eram mesmo absurdas, como chegar em casa e não ter energia porque a pessoa que nos alugou o apartamento não tinha pago a conta anterior. Era de ter raiva? Era de morrer de raiva.

Algumas pessoas sabiam de toda nossa ladainha, e uma delas era amiga da minha prima. Ela, cabisbaixa, reclamava à amiga que estava encontrando muitos problemas durante sua instalação no apartamento. A amiga, psicóloga, já tratou de resolver o problema nos presenteando com um vaso bem grande de Espada de São Jorge: "é para proteger a casa e espantar as energias ruins".

Eu achei ótimo porque acredito em algumas coisas assim. Também adoro plantas e tinha até um pézinho de pimenta para espantar maus fluidos do meu/nosso pequeno apêzinho. Depois fui percebendo que a tal da Espada de São Jorge estava em praticamente todos os lugares: em frente de lojas de roupas, de lanchonetes, lanhouses, restaurantes, cafés... e por aí vai. Todo mundo querendo dar um belo susto no olho gordo que se aproximar. Mas, até aí tudo bem. Apesar de estarmos em São Paulo, o grande centro econômico brasileiro, cheio de pessoas céticas e que mal se bezem quando vêem um morto que foi atropelado na Paulista.

O que eu achei um tanto diferente foi um dia ver, na entrada de uma empresa internacional completamente voltada à tecnologia a tal da Espada de São Jorge. Quando vi, salvei imediatamente a imagem e pensei que, apesar de toda nossa racionalidade, não tem jeito. A pontinha do irracional está sempre ali, esperando a brecha para se mostrar.




terça-feira, 12 de janeiro de 2010

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Juntando cacos

Eu tenho uma paixão que há muito tempo me acompanha. Juntar cacos. Os mais irregulares. Não importa se eles se encaixam, o importante é que eles, por mais diferentes que sejam, formem um conjunto agradável. Não importa se eles têm cores diferentes, no fim eles conseguem se ajustar. Mas eu nunca tinha realmente me envolvido com minha paixão. Era aquela coisa platônica. Eu já tinha visto um monte desses cacos, diferentes, irregulares, juntos. Vi em vários lugares. Em qualquer que fosse o lugar, se eu via os cacos, eles riam para mim. Meus olhos brilhavam para eles.

Depois de anos de admiração, resolvi que era hora de tomar iniciativa e busquei a minha paixão. Peguei-a pela mão e deixa-a movimentar-se entre meus dedos. Assim comecei meu curso de mosaico. Agora eu quebro vários cacos, nem sempre junto todos. Uns encaixam, outros não. Mas quando eles conversam, fica lindo!
Como não poderia deixar de ser, a borboleta é meu primeiro trabalho em mosaico. Aquela que me encanta, por suas cores, leveza e fragilidade. Tô louca para terminar e ver o resultado final. Mas agora, só em 2010.




segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O baile de máscaras

Tenho sentido ao meu redor sérios problemas de moral. Eu cresci sob a tutela de duas pessoas extremamente éticas: meu pai e minha mãe. Nunca vi minha mãe passar ninguém para atrás, muito menos meu pai, que na verdade sofreu desse mal. Ele confiava nas pessoas, nas amizades e jå foi atingido pela má fé de alguns. O que acontece é que o mundo hoje parece regido pela música da má fé. As pessoas cada vez mais têm seus comportamentos fundados em interesse. A amizade fica em segundo plano e como não deve-se deixar de ser esperto, o amor também fica como outra opção alternativa. Nos seus relacionamentos amorosos você pode encontrar um espertinho, que te conquiste e te passe a perna, vá embora, te deixando como endividado amorosamente, porque você deu, investiu, aplicou e não recebeu. As ações do relacionamento caíram… e aí, você fica no prejuízo. É engraçado como muita gente prefere investir dinheiro que investir em relacionamentos. Não sei se, na verdade isso é ingenuidade da minha parte. De acreditar que exista bondade, confiança, consideracão. Hoje, ninguém quer fazer papel de palhaço, por isso prefere sair na frente na corrida do “mau-caratismo”.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A dificuldade


O equilíbrio e a dualidade. Mente e coração. A razão e a emoção. É o que eu busco e o que eu perco. Orgãos que comandam nossas vidas e que muitas vezes agem em descompasso. Na verdade, quase sempre.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Retorno

Ando super feliz porque a moda que eu sempre amei está de volta! Amo esmalte dourado, prateado, neon e cor. Muita cor. Quando eu era mais nova, colocava tinta de caneta bic no esmalte branco para ele ficar azul. Eu não encontrava, em Teresina, nenhum esmalte azul, que era a cor que eu queria. Ficou lindo! Adorei! E fiz sucesso! hahahaha Acho que eu fazia a 6a série!


Outra coisa que está voltando são os babados, as transparências, as rendas. Na minha opinião, são itens de moda que deixam a gente beeem feminina. Eu sempre AMEI. E sempre guardei minha coisinhas de rendas e babados no guarda-roupa. Ah, eu tenho muita pena de dar minhas roupas prediletas. Aquelas que já repeti mil vezes, por me fazerem sentir linda, poderosa, perfeita. Me lembro demais das festas de Natal, quando eu escolhia cuidadosamente uma roupa para poder arrasar depois em alguma outra época do ano com ela. Eu sempre gostei de roupa de festa, de vestidos e de salto alto. E sempre tive muitas festas para ir: da família, dos amigos, dos amigos do amigos... Nessas ocasiões também tomava bastante cuidado com a roupa, cabelo e maquiagem. Ando tentando voltar com tudo. Com meus olhos marcados de lápis, pele sempre com um corretivo para afastar qualquer olhar de cansaço e corpinho em forma para conseguir andar com qualquer moda! O foda de ficar um pouco acima do peso é que não dá para vestir o que der na telha. Mas, assim como a moda, os homens também vivem em círculos e ciclos. E retornam. Vão, crescem, caem, levantam. Mudando e voltando aprimorados.