quarta-feira, 17 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Frutos!

Olha que legal! Esse é meu primeiro trabalho em mosaico. Já terminei faz um mês, mas ainda nao tinha tido a coragem de parar para postar. Eu AMEI! Uma bandejinha fofa, com uma borboleta, que não sei porque, é algo que me encanta. Minha pequena tattoo é uma borboletinha também. Espero que minha borboletinha artista voe muito alto e para bem longe.
Minha professora, Lia, já me alertou quando eu terminei minha primeira peça: "não dê para ninguém. A primeira peça fica sempre com a gente." Assim farei. Vou servir cafezinhos ou copos d´água para meus amigos na minha bandejinha única e o melhor, que eu mesma fiz.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sensações energéticas

Há tanto tempo paquero com coisas que não tive tempo ou coragem de chegar junto. Agora, não sei o que me dá. Acho que estou indo atrás das coisas que sempre fiquei de longe espiando, meio tímida. O desconhecido traz ou aflora o medo. O ser humano gosta da rotina, como dizia e repetia em sua aulas, meu Professor Ivo Ibri. Ele dizia isso com tanta convicção. Eu negava isso internamente. Dizia pra mim mesma: "Que nada! Eu odeio rotina." Mas descobri que, na verdade, gostava sim da rotina. Do conforto de saber o que fazer sem ter surpresas desagradáveis. Digo isso porque não sei se inconscientemente, ando quebrando minha rotina pelo menos de 2 em 2 anos. A quebra da rotina traz um estado de alerta constante e um esforço de aprendizagem contínuo. Então, não existe paz ou descanso. Há sempre o que aprender, há sempre o que fazer, há sempre muito a conquistar. Se isso é bom ou ruim, não sei. Sei que assim tenho vivido.

E, ao buscar respostas para esse meu ser inquieto, resolvi começar meu curso de mosaico, para acalmar meu espírito que precisa atuar, se expressar. Passei também a frequentar grupos de energização de Reike. A novidade se trata deste último, ao qual sempre me interessei, mas sempre olhava de longe como se fosse uma menina "do mato".

Eu não cresci aprendendo nada sobre isso, nada sobre conexões, ou vidas passadas, ou a energia do universo. Eu cresci aprendendo a rezar o Pai nosso, a Ave Maria e a decorar o Credo. Eu cresci com a obrigação (a qual eu lutava ferrenhamente) de ir à missa todos os domingos à noite e ter que me confessar para poder comungar. Mas eu cresci também sentindo e vendo um pouco umas coisas esquisitas que eu não pude ignorar e resolvi procurar saber do que se tratava. Aí apareceu na minha vida outra religião, o Espiritismo. Gosto mas nunca me envolvi. Nunca parei para abraçar de verdade. Mas aprendi muito sobre a influência que as energias tem sobre nossas vidas.

Assim, descobri que energia atrai energias parecidas e que preciso buscar esse meu equilíbrio energético. Nessa busca descobri o Reike. Primeiro como apenas uma frequentadora buscando a energização, agora começando a ver como tudo funciona do outro lado: o que ajuda o outro com a energia que pode oferecer.

Quinta-feira passada foi a primeira vez que energizei alguém na minha vida. Ainda bem que foi um amigo que quero muito muito bem. Foi fácil e ao mesmo tempo intenso. Mas acho que é história para outro post.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Êta 2010...

O ano começou faz mais de um mês e eu não consegui escrever um post sequer. É muito difícil escrever quando não se existe o conhecimento suficiente. As palavras não se articulam sem conhecimento. O que acontece é que eu queria começar o falando algo sobre o que eu espero de 2010, mas ainda não consigo dizer exatamente o que espero.

Sei que ainda faltam muitos passos para chegar aonde quero. E, como planejadorinha que sou, quero meu doutorado: Onde? Que projeto? O que estudar? Que caminho seguir? E quero também algumas outras coisas, como por exemplo resolver minha vida com meu amor. Casar quando? Morar onde? E a carreira? São muitos questionamentos.

Fico confusa. Tenho consciência de coisas precisam ser definidas e esse ano isso acontece. Mesmo com tudo embaralhado, uma hora a linha desata, desembola e tudo flui. Energias meio esquisitas andam rodando, querendo que eu me perca. O que me pede concentração constante, foco e um olhar interior, subjetivo. Um olhar que, cada dia é mais difícil, quando mal se tem tempo pra respirar.

Está faltando um clarão, uma luz, um sinal do mundo e da vida. Preciso meditar pra entender qual será meu próximo passo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O racional irracional

Há um tempo atrás, morava com minha prima em São Paulo. E era o começo de muita coisa. Vidas mudando e, claro, muitas pendências para o ajuste do apartamento. Instalações básicas a fazer, móveis e eletrodomésticos a comprar. Tudo ainda engatinhando. Diante de tantas responsabilidades numa cidade onde não se conhecia praticamente ninguém, e onde apenas nós duas deveríamos resolver os problemas de casa, era normal que algumas coisas dessem errado ou demorassem certo tempo para se acertarem. Mas, como o estresse da responsabilidade era muito, a gente sempre achava que quando algo não dava certo era porque tinha alguma energia que estava indo contra a gente. Eu acredito em energias. Mas continuava, como uma formiguinha cega e instintiva, o meu caminho. Naquela época, o nosso. Tinham coisas que aconteciam que eram mesmo absurdas, como chegar em casa e não ter energia porque a pessoa que nos alugou o apartamento não tinha pago a conta anterior. Era de ter raiva? Era de morrer de raiva.

Algumas pessoas sabiam de toda nossa ladainha, e uma delas era amiga da minha prima. Ela, cabisbaixa, reclamava à amiga que estava encontrando muitos problemas durante sua instalação no apartamento. A amiga, psicóloga, já tratou de resolver o problema nos presenteando com um vaso bem grande de Espada de São Jorge: "é para proteger a casa e espantar as energias ruins".

Eu achei ótimo porque acredito em algumas coisas assim. Também adoro plantas e tinha até um pézinho de pimenta para espantar maus fluidos do meu/nosso pequeno apêzinho. Depois fui percebendo que a tal da Espada de São Jorge estava em praticamente todos os lugares: em frente de lojas de roupas, de lanchonetes, lanhouses, restaurantes, cafés... e por aí vai. Todo mundo querendo dar um belo susto no olho gordo que se aproximar. Mas, até aí tudo bem. Apesar de estarmos em São Paulo, o grande centro econômico brasileiro, cheio de pessoas céticas e que mal se bezem quando vêem um morto que foi atropelado na Paulista.

O que eu achei um tanto diferente foi um dia ver, na entrada de uma empresa internacional completamente voltada à tecnologia a tal da Espada de São Jorge. Quando vi, salvei imediatamente a imagem e pensei que, apesar de toda nossa racionalidade, não tem jeito. A pontinha do irracional está sempre ali, esperando a brecha para se mostrar.




terça-feira, 12 de janeiro de 2010

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Juntando cacos

Eu tenho uma paixão que há muito tempo me acompanha. Juntar cacos. Os mais irregulares. Não importa se eles se encaixam, o importante é que eles, por mais diferentes que sejam, formem um conjunto agradável. Não importa se eles têm cores diferentes, no fim eles conseguem se ajustar. Mas eu nunca tinha realmente me envolvido com minha paixão. Era aquela coisa platônica. Eu já tinha visto um monte desses cacos, diferentes, irregulares, juntos. Vi em vários lugares. Em qualquer que fosse o lugar, se eu via os cacos, eles riam para mim. Meus olhos brilhavam para eles.

Depois de anos de admiração, resolvi que era hora de tomar iniciativa e busquei a minha paixão. Peguei-a pela mão e deixa-a movimentar-se entre meus dedos. Assim comecei meu curso de mosaico. Agora eu quebro vários cacos, nem sempre junto todos. Uns encaixam, outros não. Mas quando eles conversam, fica lindo!
Como não poderia deixar de ser, a borboleta é meu primeiro trabalho em mosaico. Aquela que me encanta, por suas cores, leveza e fragilidade. Tô louca para terminar e ver o resultado final. Mas agora, só em 2010.