Comunicação de moda
Há 15 anos
Olha que legal! Esse é meu primeiro trabalho em mosaico. Já terminei faz um mês, mas ainda nao tinha tido a coragem de parar para postar. Eu AMEI! Uma bandejinha fofa, com uma borboleta, que não sei porque, é algo que me encanta. Minha pequena tattoo é uma borboletinha também. Espero que minha borboletinha artista voe muito alto e para bem longe.
Há tanto tempo paquero com coisas que não tive tempo ou coragem de chegar junto. Agora, não sei o que me dá. Acho que estou indo atrás das coisas que sempre fiquei de longe espiando, meio tímida. O desconhecido traz ou aflora o medo. O ser humano gosta da rotina, como dizia e repetia em sua aulas, meu Professor Ivo Ibri. Ele dizia isso com tanta convicção. Eu negava isso internamente. Dizia pra mim mesma: "Que nada! Eu odeio rotina." Mas descobri que, na verdade, gostava sim da rotina. Do conforto de saber o que fazer sem ter surpresas desagradáveis. Digo isso porque não sei se inconscientemente, ando quebrando minha rotina pelo menos de 2 em 2 anos. A quebra da rotina traz um estado de alerta constante e um esforço de aprendizagem contínuo. Então, não existe paz ou descanso. Há sempre o que aprender, há sempre o que fazer, há sempre muito a conquistar. Se isso é bom ou ruim, não sei. Sei que assim tenho vivido.
O ano começou faz mais de um mês e eu não consegui escrever um post sequer. É muito difícil escrever quando não se existe o conhecimento suficiente. As palavras não se articulam sem conhecimento. O que acontece é que eu queria começar o falando algo sobre o que eu espero de 2010, mas ainda não consigo dizer exatamente o que espero.
Há um tempo atrás, morava com minha prima em São Paulo. E era o começo de muita coisa. Vidas mudando e, claro, muitas pendências para o ajuste do apartamento. Instalações básicas a fazer, móveis e eletrodomésticos a comprar. Tudo ainda engatinhando. Diante de tantas responsabilidades numa cidade onde não se conhecia praticamente ninguém, e onde apenas nós duas deveríamos resolver os problemas de casa, era normal que algumas coisas dessem errado ou demorassem certo tempo para se acertarem. Mas, como o estresse da responsabilidade era muito, a gente sempre achava que quando algo não dava certo era porque tinha alguma energia que estava indo contra a gente. Eu acredito em energias. Mas continuava, como uma formiguinha cega e instintiva, o meu caminho. Naquela época, o nosso. Tinham coisas que aconteciam que eram mesmo absurdas, como chegar em casa e não ter energia porque a pessoa que nos alugou o apartamento não tinha pago a conta anterior. Era de ter raiva? Era de morrer de raiva.
Quando vi, salvei imediatamente a imagem e pensei que, apesar de toda nossa racionalidade, não tem jeito. A pontinha do irracional está sempre ali, esperando a brecha para se mostrar.
Eu tenho uma paixão que há muito tempo me acompanha. Juntar cacos. Os mais irregulares. Não importa se eles se encaixam, o importante é que eles, por mais diferentes que sejam, formem um conjunto agradável. Não importa se eles têm cores diferentes, no fim eles conseguem se ajustar. Mas eu nunca tinha realmente me envolvido com minha paixão. Era aquela coisa platônica. Eu já tinha visto um monte desses cacos, diferentes, irregulares, juntos. Vi em vários lugares. Em qualquer que fosse o lugar, se eu via os cacos, eles riam para mim. Meus olhos brilhavam para eles.