sábado, 19 de junho de 2010

Caracoleando















É incrível como eu tenho um negócio com caracol ou coisa do tipo. Umas cobrinhas, umas firulas ou arabescos. Desde quando eu desenhava qualquer coisa no papel quando estava conversando horas ao telefone com minha BFF da época de colégio ou quando não estava prestando atenção às aulas de matemática.















Quando me proponho, depois de crescidinha, a criar alguma coisa de arte, num esquema mais abstrato, as firulinhas arabescas sempre aparecem. Aconteceu isso com o primeiro quadrinho que pintei e até pendurei nas paredes da minha casa. Agora, estou fazendo uma bandejinha para presentear minha mamys e o que veio nos meus dedos e na minha cabeça na hora de fazer um desenho? Linhas caracoladas! Adoro! :) E é altamente inconsciente.















Existe por aí algum psicólogo que possa explicar essa minha preferência?

terça-feira, 15 de junho de 2010

As decisões

Tem gente que tem seus 15 e já sabe. Sabe quem vai amar, que profissão vai ter e o nome dos filhos. Por que eu não? Por que eu não sei de nada? Nem do que eu quero, nem dos rumos que minha vida irá ter? Isso é bom ou ruim? Na minha idade, minha mãe já estava com seu primeiro filho. Acho que com o segundo também. E eu não creio que esse seja o melhor momento.

Sou tão criança ainda... Não irresponsável, mas ainda estou percebendo o mundo e descobrindo suas nuances. Olhando para todos os lados, como um bebê, com olhos atentos a cada flash de luz , rindo aos que dão um aconchego bom. Talvez vendo o que muitos não vêem. Amando de longe e transmitindo um amor maior que qualquer corpo possa receber. Me sinto às vezes, emissora de amor. Assim, minha energia é maior que minha presença. Meus queridos e amados, me alimentam, sem saber. Por seus sucessos e felicidades. Como tenho sorte de ter esses no meu caminho. O único problema é que meu ser, como se espalha, termina se perdendo. Preciso de horas, muitas horas para me sentir, e saber do que eu preciso. Vejo que é pouco, mas me esqueço e de repente me vejo com mil coisas de que não preciso. Só preciso de amor. E nas últimas decisões o meu amor tem superado tudo. Meu amor, por mim vai me fazer encontrar o caminho, que seja ela certo ou errado, ninguém poderá definí-lo melhor que eu.

Nessas horas agradeço, livre-arbítrio, muito obrigada.

domingo, 30 de maio de 2010

Eis que ela surge...


Quero deixar registrado que depois do meu último post, um dia estressante e que me deixou louquinha da cabeça, uma esperança apareceu na minha janela.


Era umas 6 da tarde. Anoitecendo e ela parou, ficou na janela da sala durante um bom tempo. Eu adorei esse presente! Dizem que quando uma esperança aparece é sinal de bons presságios.


Que assim seja.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O que significa isso?


Faz um mês que ando com a energia estranha e baixa. Insônia ou noite mal dormida. Tudo meio inerte e nada se mexe. Cabeça complicada, confusa e um monte de indecisão, principalmente profissional.

Hoje, acordei cedo. É dia de faxineira nova. A casa estava realmente uma bagunça. O dia começou com um puta frio, daqueles que não dá vontade de levantar. Criei coragem e levantei. Pensei: o que tenho para resolver? Peguei meu computador, fiz um café e consegui me manter acordada. Até com um certo entusiasmo. O Sol saiu e resolvi comprar um ferro e a tábua de passar para a nova diarista. Tomei meu banho, me vesti e saí feliz.

Não faz uma semana que recebi meu carro da oficina. Eu tinha ficado 3 semanas sem carro. Tinha deixado ele na rua, na frente do prédio onde moro. Quando abri o alarme, esse tocou baixinho. Estranho. E quando coloquei a chave no contato, o carro não pegou.

Agora só o que eu gostaria de saber é o que fiz para merecer isso. Joguei pedra na cruz? Maltratei crianças indefesas? Fui desonesta? Roubei? Matei???? Putz.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fofurinha faz bem pro coração


Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores, como diria a Adriana. E além de prestar atenção nas cores do mundo, venho prestando bastante atenção nas cores do meu mundo. Aqui dentro. Às vezes ele é suuuper colorido, como eu gosto de ver as cores do lado de fora também. E, às vezes, ele é breo, escuro. O que está dentro é uma incógnita, mas sei que posso melhorar a escuridãozinha, quando ela surge, com muita cor vindo de fora.

A ajudinha de hoje veio de uma artista que eu vi chamada Christina Tsevis, de uma delicadeza sem tamanho, muito bem transmitida, por imagens fofas e palavras certeiras.

Ser melancólico até fica fofo assim. Amei. Se quiser ver mais alguma das ilustrações é só clicar aqui!

domingo, 16 de maio de 2010

O próximo, por favor!

Depois de muita enrolação e de alguns dias de ausência no ateliê Garagem da Vovó, eu finalizei minha segunda peça de mosaico: um vaso com tulipas. Deu muito trabalho. Porque dessa vez eu trabalhei com azulejo e tive que moldar pecinha por pecinha, com torquês e lixa. O resultado final é esse:


Eu amei! :) Mas preciso agora saber o que eu vou plantar no meu vasinho e onde colocá-lo. Quem pode sugerir algo? Tulipas? rs.

Próxima semana começo minha próxima peça. Provavelmente uma outra bandeja para presentear minha mãe. Depois conto detalhes! bjos 4all!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Agruras do mundo

Eu nunca fui rica. Também nunca fui pobre. Mas participo dos dois mundos ao mesmo tempo. Posso desfrutar de coisas que só muito ricos podem e frequento lugares de felicidades e convívio de pobres. Não sou lá, nem cá. Classe média. Talvez seja essa justificativa embora não sinta apenas isso. Gosto de ouvir os pobres, rio e me identifico com eles. Ajudo, apoio e dou conselhos. E, se precisar, digo como faz meu bolo predileto. Acontece que meu relaciomaneto vai além. Sabia que pobre conversa e tem histórias pra contar iguais à nossa? Preciso dizer porque tem gente que acha que pobre não tem vida, muito menos o que contar.

Embora não possa negar que também gosto de me divertir com os ricos e, usufruo a vida com eles. sem pestanejar. Como é bom comer e beber coisas de qualidade. Como é bom falar de livros e filmes e também do tempo. Afinal de contas, algumas vezes esquenta, outras esfria muito. Pelo menos enquanto estou em São Paulo (e olha que isso nem é tão vantajoso assim, mesmo quando se fala de alguém vindo do Piauí).

Diante dessa minha vida, agora, nesse momento, me pergunto: O que é minha vida? Ser rica? Ou ser pobre? O que é ser um dos dois? Hoje. Quem eu sou? Pra onde vou?

Ai, filosofia. Como é bom, às vezes ser patética.