terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Mandala de mosaico
Das cores

Mas quero mesmo falar de um livro que eu vi na Bienal de Artes de SP desse ano. Fui no último dia! E consegui ver muita coisa! Menos os urubus voando que estiveram por lá no começo da Bienal. Tinha um espaço da Bienal que era constituído de livros. Vários. Esses livros eram a resposta de alguns artistas à pergunta: Que livro melhor te representa? Algo assim. Tinha um livro gigante do Pequeno Princípe, aberto na página onde a raposa conversava com o pequeno Príncipe e falava da história de cativar. Tinha muitos livros interessantes, mas esse eu achei bem legal.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
UM PASSEIO SOCRÁTICO

Hoje, recebi esse texto no email e tive grande necessidade de repassar. Tirando a visão radical a respeito do virtual, achei bem interessante. Para pensar...
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos dependurados em telefones celulares; mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia outro café, muitos demonstravam um apetite voraz. Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade? O dos monges ou o dos executivos?
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não; minha aula é à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir um pouco mais”. “Não”, ela retrucou, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, indaguei. “Aulas de inglês, balé, pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: Que pena, a Daniela não disse: “Tenho aula de meditação!””
A sociedade na qual vivemos constrói super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas muitos são emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram que, agora, mais importante que o QI (Quociente Intelectual), é a IE (Inteligência Emocional). Não adianta ser um super-executivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma próspera cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega AIDs, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito.
Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é “entretenimento”; domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega!
Quem cede, desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globo-colonizador, neoliberal, consumista.
Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima e ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se shopping centers. É curioso: a maioria dos shoppings tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas.
Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe, de que não preciso, para ser feliz.”
FREI BETTO - Carlos Alberto Libânio Christo, escritor e assessor de movimentos sociais.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Tarô do dia

Meditando sobre as flutuações da vida
Conselho: Medite a respeito do fato das coisas serem passageiras na vida.
Fonte: Personare
domingo, 24 de outubro de 2010
Mandala
A peça em que estou trabalhando agora é uma mandala. Eu adoro mandalas de mosaico e sempre tive vontade de fazer. Encontrei um modelo bacana, que ainda por cima descobri que era uma mandala para atrair prosperidade para agência de publicidade! rs. Muita coincidência?
MANDALA DA PROSPERIDADE
Agência de Publicidade
Laranja - Amarelo - Vermelho
Números 5 e 4
Comunicação - Movimento
Concentração - Prosperidade
Não fiz exatamente igual. O que importa é que eu achei linda e tô toda orgulhosa da minha mandala. Isso, por si só, já atrai bons fluidos.
Fiz uns testes de cores. Pensei em finalizar com tons de verde, mas como não tinha pastilhas suficientes e eu já estava louca pra terminar, preferi ver o material que eu tinha para ver logo o resultado. Sou meio ansiosa, sabe? :)
Mas, no fim das contas, fiquei ainda sem terminar completamente, porque faltou rejunte! :( Então, só amanhã poderei pendurar minha mandala na sala.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Novos (nada fáceis) tempos
A vida é muito boa, principalmente quando a gente foca no agora e aproveita os momentos bons. Porém, a vida fica terrível quando foca-se no depois, num futuro incerto ou num passado que pode até ter sido bom, mas já foi. Momentos difíceis nos deixam cambaleantes entre passado e futuro, já que o agora não está atraente. E a dificuldade de prender a atenção no presente é grande.Ando num momento tão angustiante, angustiante como a tarde anterior à prova de matemática da 8ª série, quando eu passava o dia inteiro, indo do quarto para a cozinha, tentando estudar, sem sucesso. Beber água era um excelente motivo para largar a mesa de estudos. Eu acho que eu nem odeio matemática, nem nunca odiei. Só odiava a obrigação. O "tem que estudar", "tem que aprender", "tem que tirar notas boas na prova". A nossa luta de aceitação é constante e depois que ficamos adultos, como piora! Todos os círculos são definidos e muitas vezes a gente pode ficar longe de pessoas que amamos pelo simples fato de não concordamos ou termos afinidade com as regras de aceitação. Para ser aceito é preciso ser vigilante com seu comportamento. É preciso também frequentar lugares específicos e viajar para cidades X. Também é preciso ganhar certo dinheiro e vestir certas marcas de roupa. Sendo assim, o cenário parece não ser tão favorável para mim, que fujo das regras como o diabo da cruz e que procura o novo e o diferente.

Hoje, quando vejo minha dificuldade em engrenar na carreira, penso que essa foi minha escolha e que eu sabia de todas as dificuldades. Escolhi o sentido oposto da tradição e dos meus próximos e sabia que nada ia ser fácil. Não é para ninguém! Mas é terrível quando não se pode conversar a respeito dessas dificuldades com quem não entende bulhufas da sua área profissional e (mal) te ouve por educação.
sábado, 19 de junho de 2010
Caracoleando
É incrível como eu tenho um negócio com caracol ou coisa do tipo. Umas cobrinhas, umas firulas ou arabescos. Desde quando eu desenhava qualquer coisa no papel quando estava conversando horas ao telefone com minha BFF da época de colégio ou quando não estava prestando atenção às aulas de matemática.

Quando me proponho, depois de crescidinha, a criar alguma coisa de arte, num esquema mais abstrato, as firulinhas arabescas sempre aparecem. Aconteceu isso com o primeiro quadrinho que pintei e até pendurei nas paredes da minha casa. Agora, estou fazendo uma bandejinha para presentear minha mamys e o que veio nos meus dedos e na minha cabeça na hora de fazer um desenho? Linhas caracoladas! Adoro! :) E é altamente inconsciente.

Existe por aí algum psicólogo que possa explicar essa minha preferência?






